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Qual o valor do Pé de Meia: quanto o estudante recebe

Resposta direta: O estudante do ensino médio da rede pública pode juntar até R$ 9.200 ao longo dos três anos, somando os incentivos de matrícula, frequência, conclusão e Enem. Desse total, R$ 3.000 (a conclusão) ficam retidos até você terminar o 3º ano.

A resposta curta

O estudante do ensino médio da rede pública pode juntar até R$ 9.200 ao longo dos três anos com o Pé-de-Meia. Esse dinheiro cai numa conta poupança aberta pela Caixa e vem de quatro incentivos: matrícula, frequência, conclusão e Enem (o Exame Nacional do Ensino Médio). Uma parte você pode sacar assim que cai. Outra parte — a conclusão — fica guardada até você terminar o 3º ano.

Os valores continuam os mesmos desde que o programa começou. Em 2026 mudou só o calendário de pagamento, não quanto cada estudante recebe.

Os quatro incentivos, um por um

Incentivo Quanto Como recebe Dá para sacar?
Matrícula R$ 200 por ano Uma vez, ao confirmar a matrícula Sim, na hora
Frequência R$ 1.800 por ano 9 parcelas de R$ 200, com pelo menos 80% de presença no mês Sim, conforme cada parcela cai
Conclusão R$ 1.000 por ano aprovado Fica retido (guardado) na conta Só ao concluir o 3º ano
Enem R$ 200 Uma vez, fazendo os 2 dias do Enem no 3º ano Sim, depois de comprovar

Somando tudo nos três anos: R$ 200 + R$ 1.800 + R$ 1.000 por ano, vezes três, mais os R$ 200 do Enem no final. Dá até R$ 9.200.

O que dá para sacar na hora e o que fica guardado

Essa é a parte mais importante de entender.

Você pode sacar assim que cai:

  • O Incentivo-Matrícula (R$ 200), quando a matrícula é confirmada.
  • Cada parcela do Incentivo-Frequência (R$ 200), nos meses em que você teve pelo menos 80% de presença.
  • O Incentivo-Enem (R$ 200), depois que você comprova que fez os dois dias da prova no 3º ano.

Fica retido (poupado):

  • O Incentivo-Conclusão (R$ 1.000 por ano aprovado). Ele não sai da conta na hora. Fica guardado — e rendendo na poupança — até você concluir e ser aprovado no 3º ano. Só aí você pode sacar. Nos três anos, são até R$ 3.000 esperando por você no final.

Traduzindo: dos R$ 9.200, cerca de R$ 6.200 você vai usando ao longo do caminho, e R$ 3.000 ficam como uma reserva que só chega às suas mãos quando você terminar o ensino médio.

E aqui vai a parte honesta: se você reprovar num ano, perde o Incentivo-Conclusão daquele ano. E se ficar abaixo de 80% de presença num mês, perde a parcela de frequência daquele mês. O dinheiro é uma recompensa por ir à escola e passar de ano — quando isso não acontece, aquela parcela não vem.

Um exemplo para ficar claro

Imagine a Júlia, no 1º ano. Ela confirma a matrícula e recebe R$ 200. Ao longo do ano, vai à escola e mantém a presença em dia: recebe 9 parcelas de R$ 200, somando R$ 1.800 que ela pode ir usando. No fim do ano, ela é aprovada — então R$ 1.000 entram na conta, mas ficam guardados. Ao fim do 1º ano, Júlia usou R$ 2.000 e tem R$ 1.000 poupados. Repetindo isso no 2º e no 3º ano, e fazendo o Enem no final, ela chega ao total de R$ 9.200, com R$ 3.000 liberados de uma vez quando concluir.

E na EJA?

Na EJA (Educação de Jovens e Adultos, o ensino para quem não concluiu na idade regular), a parcela de frequência é de R$ 225 por causa da estrutura semestral. O valor da parcela é esse mesmo — mas a quantidade de parcelas segue o formato da EJA. Confira o número certo na fonte oficial (o app Jornada do Estudante, do MEC).

Como o dinheiro chega até você

Você não precisa correr atrás. A Caixa abre automaticamente uma poupança social digital (uma conta poupança simples, aberta pela Caixa e movimentada pelo app Caixa Tem) no seu nome. É lá que o dinheiro cai.

Os pagamentos são escalonados pelo mês de nascimento: quem nasceu em janeiro e fevereiro recebe primeiro, depois março e abril, e assim por diante, até novembro e dezembro por último. As datas mudam a cada ano e a cada parcela, então o jeito certo de saber o seu dia é olhar no Caixa Tem ou no app Jornada do Estudante.

Uma boa notícia sobre o Bolsa Família

O dinheiro do Pé-de-Meia não entra na conta da renda da família. Por isso ele não derruba o Bolsa Família nem outros benefícios. E tem mais: famílias do Bolsa Família têm prioridade no Pé-de-Meia.

Quer saber se você se encaixa nas regras? Veja quem tem direito. E se prefere entender o programa do começo ao fim, o guia do Pé de Meia explica tudo com calma.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes

Quanto o estudante recebe no total pelo Pé-de-Meia?

Até R$ 9.200 ao longo dos três anos do ensino médio, somando R$ 200 de matrícula por ano, R$ 1.800 de frequência por ano, R$ 1.000 de conclusão por ano e R$ 200 do Enem no final. Desses R$ 9.200, cerca de R$ 6.200 podem ser sacados ao longo do caminho e R$ 3.000 ficam guardados até concluir o 3º ano.

Quanto é a parcela de frequência?

R$ 200 por mês, em até 9 parcelas por ano (R$ 1.800 no total), para quem tem pelo menos 80% de presença no mês. Na EJA, a parcela de frequência é de R$ 225 por causa da estrutura semestral; confira a quantidade de parcelas na fonte oficial.

O que posso sacar na hora e o que fica retido?

Os incentivos de matrícula, de frequência e do Enem podem ser sacados assim que caem na conta. Já o incentivo-conclusão (R$ 1.000 por ano aprovado, até R$ 3.000 no total) fica retido na poupança e só pode ser sacado quando você concluir e for aprovado no 3º ano.

Reprovar faz perder o dinheiro do Pé-de-Meia?

Reprovar faz perder o incentivo-conclusão daquele ano (R$ 1.000). Ficar abaixo de 80% de presença faz perder a parcela de frequência do mês. O dinheiro é uma recompensa por frequentar a escola e passar de ano.

O Pé-de-Meia derruba o Bolsa Família?

Não. O dinheiro do Pé-de-Meia não entra no cálculo da renda da família por pessoa, então não afeta o Bolsa Família nem outros benefícios. E famílias do Bolsa Família ainda têm prioridade no Pé-de-Meia.

Responsabilidade editorial

A redação do Grana Honesta apura cada número em fonte oficial (Banco Central, Receita Federal, INSS, Caixa e gov.br), mostra a metodologia da conta e cita a data em que a regra foi verificada. Educamos, não aconselhamos. Conteúdo educativo, não é aconselhamento financeiro, trabalhista, contábil ou jurídico — confira sempre a fonte oficial e, se precisar, um profissional. Metodologia · Política editorial.